Autor : William Young
No grande best-seller de William Young, A Cabana, conhecemos a história de Mack Allen Phillips, pai de cinco filhos que, em uma viagem de fim de semana com seus três filhos mais jovens, tem sua filha caçula, Missy de apenas seis anos, sequestrada. Existe a suspeita de que ela tenha sido brutalmente assassinada numa cabana abandonada, lugar em que é encontrado seu vestido todo ensanguentado e rasgado.
Três anos depois, sem encontrar a filha, Mack está envolto em uma dor profunda que batizou de Grande Tristeza. Além disso, está brigado com Deus. Num dia de inverno ele recebe um bilhete supostamente assinado pelo Todo Poderoso que o leva de volta ao local fatídico, onde ele enfrenta seus piores medos e lembranças — a morte de sua filhinha, o assassino não encontrado, a tristeza e até mesmo a culpa que o consome por achar que poderia ter evitado aquele acontecimento.
Sem contar nada a ninguém, o pai vai para a cabana em uma sexta-feira, quando sua esposa e filhos foram passar o fim de semana na casa da irmã de Nan. Chegando lá ele se depara com três pessoas: a Santíssima Trindade. O Pai (na forma de uma mulher negra), o Filho (Jesus, na forma de um homem que parecia árabe) e o Espírito Santo (chamado de Sarayu, na forma de uma mulher pequena asiática).
A Cabana invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.
O que mais me atraiu no livro foi a capa — como na maioria dos best sellers atuais — pois ao mesmo tempo que nos passa solidão e mistério, também transmite paz.
Uma velha e abandonada cabana despedaçada pelo tempo e coberta de neve, como ela pôde me trazer tranquilidade? Foi o inicio do mistério. A narrativa é em terceira pessoa, quem nos conta é um personagem chamado Willie. Tem diagramação simples mas significativa, a cada capítulo encontramos a imagem da cabana decorando a página.Tenho a impressão de que muitas pessoas amam um Deus que elas inventaram e não o Deus da Bíblia.
Porque o deus de Willian P. Young não me parece o Deus descrito nas Escrituras. Não sei onde William P. Young estava com a cabeça quando escreveu este livro, mas ele certamente sabia que carregava uma grande responsabilidade por nos apresentar a Santíssima Trindade de uma forma tão diferente, tão moderna e parecido conosco. Ainda assim, multidões se apaixonaram pelo deus dele.
Costumo ouvir o argumento de que este livro faz uma coisa muito positiva: ajuda as pessoas a entenderem melhor o poder que rege o universo. Porém, tive a impressão de que ele faz o contrário. Ele as confunde.
Se o caso é mesmo tentar explicar Deus para as pessoas, não é necessário inventar uma história como essa, com tantos pontos importantes da fé sendo distorcidos, para apresentá-Lo de forma mais “interessante” para quem não O conhece.
Deus é amor, é misericórdia, mas é também soberano, é justo, é um Deus que se ira com a injustiça. Não precisamos usar de heresias para deixá-lo melhor, como se as escrituras não fossem “legais” o suficiente.
A história de Young é muito sedutora, mas me parece uma armadilha. Se fosse você, tomaria cuidado.


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