Título: A culpa é das estrelas
Autor: John Green
Enfim dei uma pausa nos livros de crônicas para mergulhar na história de Hazel Grace — uma adolescente de 16 anos, paciente terminal de câncer. Hazel luta contra a doença há três anos, leva uma vida monótona, sempre protegida e bem cuidada pelos pais. Quando não vê mais perspectiva de vida e a depressão toma conta de sua rotina, Hazel conhece um jovem de 17 anos —Augustus Waters — no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer que ela frequenta.
Este encontro promete mudar o sentido da vida dos dois, que dali a pouco tempo, tornam-se amigos e confidentes: “Eu gostava do Augustus Waters (...) gostava de ele ser professor titular no Departamento de Sorrisos Ligeiramente Tortos com duas cátedras no Departamento da Voz Que Me Deixa à Flor da Pele.”
| Um dos trechos mais marcantes: “— Esse é o problema da dor — Augustos disse, e aí olhou pra mim. — Ela precisa ser sentida.” (página 63) |
Tive um pouco de medo no começo da leitura, confesso. A história, mesmo sendo uma obra de ficção, passa valores e emoções dignas de qualquer vida ‘real’. É muito mais do que um livro sobre câncer. Entre os diálogos, as metáforas e as sacadas inteligentíssimas de Augustos e Hazel, eu chorei e ri. Em certas partes, ria tanto com o humor da personagem, que minha mãe chegava a me questionar: Mas você não disse que era um livro triste?
É um livro emocionante. Superou minhas expectativas pela narrativa gostosa, intensa, às vezes preocupante. Em inúmeros momentos, para não dizer a leitura toda, pensei sobre o sentido e a valorização da vida, em frases como “Alguns infinitos são maiores que outros” ou “O mundo não é uma fábrica de realização de desejos”. Enfim, recomendo muito a leitura, desculpem-me pela resenha gigaaante!
Vocês têm vontade de ler este livro? Já ouviram falar?
Todo mundo era muito gentil. Forte, também. Nos dias mais sombrios, o Senhor coloca as melhores pessoas na sua vida. (trecho do livro "A culpa é das estrelas", de John Green)





Eu amei esse livro porque me surpreendeu.
ResponderExcluirNão sou fã de histórias de doenças, porque eu tinha um certo preconceito. Tinha medo que fosse ser um daqueles livros em que o personagem fica sentindo pena de si mesmo, sabe?
Mas esse livro não. Faz com que reflitamos sobre coisas na vida que nunca havíamos parado pra pensar.
É uma ótima leitura e recomendo a todos que se envolvem e gostam de se divertir e se emocionar ao longo de uma história.